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Japão segue o calendário da ITTF e da WTT. A corrida de seleção olímpica mais feroz do mundo

Japão segue o calendário da ITTF e da WTT. A corrida de seleção olímpica mais feroz do mundo

Os principais jogadores disputam mais de uma dezena de torneios por ano. Para somar pontos no ranking, não é fácil simplesmente optar por ficar fora

A ITTF e a WTT divulgaram o calendário anual de 2027. Estão incluídos o WTT Champions (6 torneios), o Smash (4 torneios), o Finals (1 torneio), além da recém-criada Copa do Mundo de Duplas, assim como a Copa do Mundo de Individuais e a de equipes mistas.

O número total de torneios é praticamente o mesmo de 2026, mas foram acrescentadas novas Copas do Mundo de equipes masculina, feminina e de duplas mistas. Além disso, como também entram os campeonatos continentais, como o Campeonato Asiático e o Campeonato Europeu, e as copas continentais, como a Copa Asiática, disputar todos eles pode somar até 16 torneios.

Olhando para exemplos do passado, houve muitos jogadores da seleção japonesa que, na tentativa de conquistar a vaga olímpica pelo ranking mundial, entraram em 13 a 14 torneios no ano anterior aos Jogos, acabando exaustos e jogando com lesões.

No WTT Smash e no Champions, é possível ficar fora (cancelar), mas no Champions só é possível evitar punição em até dois torneios. Acima de tudo, os principais jogadores não conseguem simplesmente escolher não competir, porque precisam somar pontos no ranking.

Os pontos do ranking mundial expiram em 52 semanas, ou seja, cerca de um ano. Vale a soma dos oito torneios com maior pontuação conquistada dentro dessas 52 semanas. Por isso, os jogadores estão sempre participando de eventos da WTT e vão escolhendo torneios em que possam substituir pontuações baixas dentro desses oito resultados que entram na conta.

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