Sem descanso após a dramática vitória no WTT Champions Yokohama, Tomokazu Harimoto participou do Europe Smash, realizado na Suécia. Mesmo depois de voltar ao Japão, sua agenda continuou apertada, com a T League e eventos, mas ele reservou um tempo para conceder esta entrevista. Publicamos a segunda parte da entrevista.
<Agosto de 2025, após a vitória no WTT Yokohama>
PHOTO Manabu Nakagawa
"Se eu tivesse perdido o 6º Game e ido para o 7º, acho que já não conseguiria mais jogar uma Match"
●―Na Final contra Wang Chuqin, você parecia manter uma tática que não era exatamente convencional ao longo de toda a Match. O que achou disso?
Tomokazu Harimoto (a seguir, Tomokazu) Antes de abrir Lead de 3 a 0, pensei em usar mais Chiquita no meio do caminho, e quando ficou 3 a 2, joguei pensando o tempo todo: "quando devo usar a Chiquita?" No 4º Game, quando ele encostou de 6 a 10 para 9 a 10, o banco de Wang Chuqin pediu um Time-out; aí, como eu fiz um Push no lado de backhand no Receive, ele girou e marcou o Point com um único golpe. Nesse momento, pensei: "com essa tática sozinha, talvez não dê mais".
Mesmo assim, no 5º Game eu ainda estava em Lead por 3 a 1, então não consegui mudar a tática com coragem. Wang Chuqin estava começando a encontrar o ritmo contra meus Flicks e Pushes, então o 5º Game foi em que ele esteve mais forte.
No 6º Game, pensei que eu tinha que ir de Chiquita, custasse o que custasse. No início eu não usei, mas sabia que, se continuasse só com Push, acabaria sofrendo uma Comeback. Quando passei a usar Chiquita, acabou funcionando, porque o Opponent não estava acostumado. Usar Chiquita desde o Love-All do 1º Game é diferente de passar a usá-la depois de ficar 3 a 2. O fato de eu conseguir mudar a tática no 6º Game foi o que levou à Victory.
Foi minha primeira Victory sobre Wang Chuqin em três anos, mas acho que conseguir fazê-lo ficar confuso com a tática foi um título de enorme valor.